sábado, 18 de março de 2017

A decisão do CDS.

O CDS-Esposende apoiou Cepa.
 
Como muitas vezes aqui foi escrito, o casamento político de João Pedro Lopes com João Cepa era um dado querido mas ainda não consumado até ontem.
 
Desde os "Likes"mútuos até ao discurso de Berta Viana no último jantar da concelhia passando pelas dúvidas existenciais de João Pedro Lopes, tudo indicava que na cabeça da concelhia do CDS era João Cepa que representava o verdadeiro PSD e que era com este que queria ir a votos em Outubro de 2017.
 
Percebo a escolha do CDS de um ponto de vista técnico, já que se concentra nas freguesias e solidifica o eleitorado e ganha a hipótese de ter um verdadeiro candidato à vitória nas eleições autárquicas mas seria sincero ao dizer que esperava algo mais.
 
O maior desafio que se coloca a esta direção, na minha visão, é conseguir atravessar o próximo mandato de uma forma que lhe seja possível apresentar um novo candidato nas eleições de 2021 e isso vai requerer satisfação das suas bases e um discurso independente de um eventual Cepa presidente já que dificilmente o PSD lhe dará a mão e uma nova candidatura em conjunto colocaria o CDS-Esposende ao nível de uma muleta política.
 
Mas cá estaremos para ver isso.

O céu cheio de cometas.

Numa semana marcada pelo regresso do Espoleaks tivemos o aparecimento de mais uma página "cometa", o Mitos de Esposende.
 
Ao contrário da feijoada, o Espoleaks não é melhor aquecido de quando fresco e para já acho que fico por aqui.
 
Mas o que mais me deixou chocado foi o "Mitos de Esposende".
 
Estava prestes a escrever um artigo sobre a linha editorial seguida ultimamente pelo Jornal Notícias de Esposende quando de repente fui confrontado com esta página e admito que recuei na minha intenção.
 
Por muitas divergências que possa ter com as pessoas, não confundo o político, o autarca, o jornalista (o profissional no fundo) com a pessoa, o pai, o chefe de família.
 
Criar uma página de ataque exclusivamente a uma pessoa e fazer difamações sobre a sua pessoa é algo de extremo baixo nível e diminui qualquer que sejam os propósitos dessas pessoas.
 
Por muitos motivos que possa apontar à linha editorial do Jornal Notícias de Esposende nada justifica estas ações.
 
Todos percebemos que o diretor do JNE é um anti-sistema, próximo de João Cepa e do CDS-Esposende, e que aproveita todas as oportunidades para atacar Benjamim Pereira.
 
Olhando as recente edições o JNE chega a ser confundido com um folhetim destas 2 entidades, com a exaltação das notícias do CDS e uma quase repetição das notícias referentes a João Cepa, o que não abona em nada à imagem de isenção que o JNE pretende passar e esta colagem vai coloca-lo em maus lençóis se o resultado das eleições não for favorável aos seus mais próximos.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Um olhar à Professor Manuel Ribeiro

No final de Fevereiro teve lugar uma tertúlia dedicada ao Professor Manuel Ribeiro, um bracarense que fez de Esposende a sua casa, contribuindo bastante para o desenvolvimento do concelho no desporto.
O mote da tertúlia foi a visão do Professor sobre o andebol. Embora fortemente ligado a esta modalidade, o Professor Ribeiro tinha um pensamento global sobre o desporto e a sua relação com o concelho de Esposende.
Recordo-me de, em 1998, ano em que fui seu aluno, o Professor ter comentado a importância de se requalificar a marginal de Esposende, tornando-a num local aprazível para o lazer e prática desportiva. Só vários anos mais tarde é que veio a ter lugar a intervenção de fundo que faz da marginal, actualmente, um dos ex libris da cidade.
O Professor era assim. Onde registava uma falha, via, ao mesmo tempo, uma oportunidade. A crítica, quando é construtiva, tem muito mais valor. Por isso é que, embora comunista confesso, toda a gente gostava dele.
Há pouco tempo regressei a um dos meus lugares de encanto predilectos do concelho de Esposende, a barca do lago.
A sua zona envolvente apresenta alguns edifícios em manifesto estado de degradação (ou pouco cuidado). A primeira ideia que ocorreu foi: um hotel de charme assentava neste lugar que nem uma luva.
Muitos esposendense gostam de dar umas escapadelas para o Douro e algum dos seus hotéis pitorescos junto ao rio. Ora, na faixa do rio cávado que abarca Esposende inexiste esse equipamento. Julgo que seria um investimento a considerar: desde a requalificação do lugar, passando pela criação de postos de trabalho e a captação de mais turistas. Esposende, no que respeita ao turismo, não se pode basta com as maravilhas que a natureza lhe presenteou. Para além da escola de turismo que poderíamos ter aproveitado, como ainda recentemente comentou o João Paulo Torres, é preciso dar uma virada ao nosso parque hoteleiro. 
A sugestão aqui feita relativamente à barca do lago é apenas um exemplo, modesto, da abordagem que, nos próximos meses, período em que o debate sobre o concelho, as suas potencialidades e projectos para o mesmo virá mais ao de cima, deveremos ser desafiados a fazer. 
À semelhança do exemplo e testemunho do Professor Ribeiro, importa olhar para Esposende e fazer de cada falha uma oportunidade para acrescentar valor ao concelho!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Coisas que eu não entendo!

Há coisas que eu não entendo...

Algumas, meros "detalhes", daqueles que em prol do poder alguns diriam "são pequenas mas de extrema importância" - como por exemplo a criação de um passeio no troço da EN13 que vai desde a rotunda de Gandra ao troço de Estrada sem saída da antiga EN13 rumo à ponte de Fão! (um verdadeiro calvário para quem por lá passa a pé pois nem bermas tem! Tanto mais agora que se pensa uma Avenida de São Martinho bonita mas que esganará a poente numa rotunda sem continuação!

Outras mais relevantes como o Projecto de Requalificação da Zona Central de Marinhas que foi digno de concurso (ainda que com certas ressalvas por parte da Ordem dos Arquitectos), digno de lançamento pomposo mas cujos resultados a população nunca foi digna de conhecer e apresentam-se agora obras avulsas em jeito de rumo...

E outras ainda mais chocantes, como esta (clicar)!


Nada tenho contra Guimarães! Muito pelo contrário! Se não me tivesse sido possível fazer a minha vida cá, era lá que estaria certamente. Os anos que por lá passei e os amigos que lá deixei fizeram-me gostar daquela cidade como se de uma segunda terra se tratasse!

O que eu tenho contra é que por cá se façam protocolos e parcerias para observatórios e centros de investigação... e um projecto destes, com o potencial que poderia ter, agregado à nossa escola profissional, eventualmente associado à dinamização da nossa pousada da juventude e dos nossos hotéis ... nos passe ao lado!

Não entendo! E não será certamente por falta de proximidade! O IPCA está ali a dois passos e actualmente até é presidido pelo nosso Presidente da Assembleia Municipal.

Como nos passa isto ao lado?... Não sei! 

Talvez estejamos mais receptivos à TESLA ou à indústria dos pavilhões!

Eu sei que o potencial turístico de Guimarães é bem maior que o de Esposende mas também sei que nem sempre a oferta nasce como resposta à procura! Muitas vezes é o rasgo de avançar com a oferta que desperta a procura.

sábado, 4 de março de 2017

Boletim Municipal, revisões necessárias.

O Boletim Municipal continua a chegar à casa de todos os munícipes e sendo ele pago por todos penso que podemos contribuir com opiniões para o melhorar.
 
Sei que este Boletim chegou a ser a personificação de todos os  "males" do poder local mas com o correr dos dias e dos artigos nas redes sociais tenho a sensação que apenas se importam com ele quando alguém se engana num texto ou quando um número não bate certo, mas essa forma de estar fica com quem a pratica e cá estarei para a necessária acareação desses comportamentos erráticos. 
 
Algo me diz que muitos se voltarão a lembrar deste boletim quando as eleições se aproximarem e bradar contra a campanha eleitoral encapotada que o candidato Benjamim Pereira fará nessas páginas, mas o tempo o dirá.
 
Aproveitando a última edição do Boletim Municipal gostava de deixar duas propostas de revisões a quem edita o referido boletim.
 
A primeira nota é que urge dar espaço a outras instituições do poder local e a outras forças políticas que existem no concelho neste boletim.
 
A Assembleia Municipal e as Juntas de Freguesia devêm ter um espaço próprio para divulgar as suas ideias, projetos, preocupações. Ter todas as freguesias representadas seria algo pesado podendo-se optar por alternadamente dar espaço para cada uma das freguesias se expressar, e quando falo em freguesias não me refiro a "uniões de freguesia" mas às antigas freguesias.
 
A segunda nota, e esta é altamente influenciada pela última edição, seria a de tratar alguns temas com maior profundidade e dar acesso a informação que grande parte das pessoas não possui ou não está desperta para ela.
 
Falo do aumento das exportações por parte das empresas do concelho.
 
Deveria ter havido maior profundidade na abordagem a este tema, mencionando quais as empresas que mais se destacaram fazendo até alguma publicidade às empresas falando dos seus produtos, mercados preferenciais e projetos.
 
Apenas falar de números globais fica aquém do que poderia ter sido aquele artigo.   
 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Há lampreia?

 Existem coisas que nos parecem tão naturais que nos esquecemos que para os outros são coisas estranhas.
 
 Por mais estranho que possa parecer falo da associação de Esposende e da lampreia.
 
 Para os naturais do concelho a lampreia é um produto característico do concelho mas para quem cá não vive a confeção de lampreia, sempre muito apreciado nesta altura do ano, por estas paragens é visto muitas vezes como uma novidade, até algo exótico.
 
 Ainda hoje reajo com estranheza quando habitantes de Braga, Porto ou Viana do Castelo vão para Monção, Sever do Vouga, Gondomar ou até Barcelos para comerem uma lampreia e com mais estranheza reajo quando essas pessoas me dizem que desconheciam que existe lampreia em Esposende.
 
Mas isso deve-nos dizer alguma coisa.
 
Folheando as páginas dos jornais nacionais e percorrendo as redes sociais vemos facilmente que hoje em dia são mais do que muitos os festivais do prato e que para ter uma presença significativa neste panorama vamos ter de gastar mais algum dinheiro em publicidade.
 
O que fazer?
 
Apostar verdadeiramente no Festival da Lampreia? Existindo já um evento criado, este teria de ter outra publicidade e integrar os restaurantes do concelho para ganhar outra projeção e para servir de catalisador para a divulgação do prato.
 
Apostar na publicitação do prato e dos restaurantes aderentes? Existindo na restauração quem já se dedique à confeção poderíamos pensar em algo no mesmo modelo que o "Sabores de mar". 
 
Não sou especialista da restauração e do turismo, mas que algo têm de ser feito, isso têm. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Verde, precisa-se

A propósito do lançamento da primeira pedra das obras de remodelação do adro da capela da Senhora da Saúde, lê-se, na nota informativa, que «o adro da Senhora da Saúde é o maior espaço verde da cidade de Esposende.»
A alusão deve fazer corar de vergonha os esposendenses. Ao pé de espaços verdes de outros municípios, o adro da Senhora da Saúde é um quintal.
A cidade de Esposende apresenta reduzida dimensão geográfica. E, infelizmente, todos os espaços disponíveis são aproveitados para outros fins que não a vertente ambiental. Ainda estará presente na memória de muitos a conversão do largo dos bombeiros em parque de estacionamento. 
A falta de espaços verdes é uma lacuna constantemente apontada à cidade, por locais e forasteiros. Nem o tão ambicionado Parque da Cidade conseguiu, à data, ganhar forma, apesar de anunciado por diversas vezes. E, enquanto a obra de regime não tem início, permanece o absoluto vazio de ideias (ou de vontade política) para dotar a cidade de espaços verdes. 
A título de sugestão, poderia ser equacionada a reconversão do espaço entre o Tribunal e o Posto de Turismo num espaço verde, o qual, com interessante dimensão, acrescentaria valor à cidade. E outras alternativas poderão ser apontadas. Havendo vontade, muito mais poderá ser feito pelo ambiente na cidade e o mote «Esposende, um privilégio da natureza» ganhar, consequentemente, ainda mais sentido.